segunda-feira, 26 de junho de 2017

Acolhendo visitantes - 1Pedro 4.9

Há poucos dias a trás, me encontrei com um amigo querido e sua família, que estavam de passeio a São Paulo. Meu amigo, em seu último dia nesta cidade, convidou-me para ir com ele e sua família, a certa igreja, ouvir determinado pregador. Aceitei o convite, e à noite nos dirigimos a tal igreja.
Éramos visitantes nessa igreja, ninguém nos conhecia. Aliás, ninguém daquela igreja, nem membros ou liderança, nos conhece até hoje, visto que, entramos pela porta, nos assentamos para participar do culto, e ao final nos dirigimos à porta, sem ninguém ter-nos perguntado quem éramos ou de onde viemos. Entramos e saímos e mal recebemos um “boa noite”.
Eu estava com minha Bíblia na mão e pode ser que tenham pensado: “Este é crente e não precisa voltar aqui, visto que, já deve ter a sua igreja”. Agora, no caso de meu amigo e sua família eles não tinham uma Bíblia à mão, pois, acessaram suas Bíblias do celular. Poderia ser, que ele fosse uma visitante não-crente, e aí? E aí, que se ele estivesse esperando ser bem recebido para voltar lá, certamente, não teria isso como razão para voltar. A não ser que, entendesse verdadeiramente a necessidade de retornar, por uma necessidade espiritual, para ouvir novamente a Palavra de Deus sendo pregada.
Tal situação serviu, para que eu percebesse, como deve se sentir um visitante que entra pelas portas de uma igreja e que mal é notado e como é importante dar atenção a um visitante. Possivelmente havia naquela noite, outras pessoas visitando e pode ser, que dentre aquelas pessoas existisse um visitante carente de Cristo e que precisasse ser notado e conhecido para que se sentisse à vontade para expor suas necessidades espirituais. Isto não saberemos, e talvez, se esse hipotético visitante não se dirigiu a ninguém e nem foi procurado por ninguém, nunca ninguém saberá que ao menos ele esteve ali.
É claro que a conversão de alguém somente acontecerá, por ação do Espírito Santo. Naquela noite o Evangelho de Cristo foi pregado e se havia ali um pecador necessitado da salvação e se tal pecador foi chamado eficazmente pelo Espírito, ele sem dúvida nenhuma se converteu. No entanto, não devemos esquecer de nossa responsabilidade. Certamente é nosso dever dar atenção aos visitantes, iniciar algum diálogo e estabelecer empatia. Tal atitude poderá ser determinante, para que, um visitante, sendo bem recebido, possa, quem sabe permanecer na igreja. 
Jesus ao longo de seu ministério, encontrou-se com diversos pecadores e ao estabelecer empatia com tais pessoas, criou ambiente para que ouvissem do Evangelho e se convertessem (Jo 4.1-30).

Como Igreja do Senhor Jesus, devemos imitar a Cristo, recebendo bem os visitantes, criando oportunidade para lhes falar ao coração de forma empática.