segunda-feira, 4 de junho de 2012

Fazendo uma Faxina em nosso Coração

A maioria de nós tem o hábito de acumular em casa, objetos quebrados, papéis velhos, roupas usadas e uma série de coisas que deixamos de usar e que não conseguimos nos desfazer rapidamente. Alguns têm até mesmo uma estante ou um canto da casa onde acumula tais coisas. De vez em quando, tomamos coragem e fazemos uma limpeza geral e damos fim a todas aquelas tralhas. Quando assim agimos, melhoramos o ambiente, desocupamos espaço para ser ocupado por algo mais útil e necessário.
Em nosso viver no que diz respeito aos nossos sentimentos, relacionamentos, parece que acontece algo semelhante ao que disse acima. Os conflitos e dificuldades que surgem nas diversas esferas de nosso relacionamento, seja com os nossos parentes, amigos ou com nossos irmãos na fé, quando não resolvidos, geram ressentimentos, mágoas, ausência de perdão, tristezas que com o passar do tempo, são acumulados e guardados no coração. Assim, fazemos de nosso coração “aquele cantinho”, semelhante àquele que temos em nossa casa, onde acumulamos as coisas inúteis. É por esse motivo que existem pessoas amarguradas, que volta e meia estão se reportando a conflitos e ressentimentos do passado.
A “limpeza” desse “cantinho”, se faz necessária. Precisamos acabar e por um fim a tudo aquilo que nos impede de ter um relacionamento sincero, verdadeiro, amoroso seja com quem for ou com quem tivemos alguma dificuldade.
Não foi à toa que Jesus nos ensinou a procurar aquele que pecou contra nós (Mt 18.15). Quando fazemos o que Cristo diz, não damos chance para que a mágoa ou ressentimento se acumule, pois, confrontando fraternalmente o irmão preparamos o terreno para que o perdão seja cultivado (Mt 18.21, 22). Há pessoas que evitam qualquer argüição e por isso nunca têm suas pendências resolvidas.
O que Paulo diz em Efésios 4.31-32 e 5.1-2, é importante também. Se o perdão fosse uma prática vivida sempre por todos e se imitar a Deus fosse um alvo, certamente, não haveria tantas coisas inúteis acumuladas na vida de muitos. Por certo, não haveria tantos irmãos que não se falam. Por certo, o amor, a paz entre os irmãos, seriam virtudes cada vez mais reinantes.
Tudo o que foi dito até aqui, acima de tudo, deve ser uma atitude assumida no convívio familiar. Hoje em dia, a razão de muitas famílias não desfrutarem de um convívio harmonioso e a razão de tantos casamentos desfeitos, tem o mesmo problema como raiz, ou seja, o acúmulo de ressentimentos e tantas outras coisas inúteis que servem apenas para ocupar lugar em nosso coração. A limpeza proposta acima deve ser uma prática assumida no relacionamento familiar. Quantas vezes em ocasião em que há novo desentendimento, por entre cônjuges, aquela mágoa guardada, resultado de um desentendimento ocorrido há tanto tempo no passado, é trazida à tona, servindo de vantagem par um dos cônjuges na disputa. O que ocorre, é semelhante como se pegássemos aquele objeto que não tem conserto, guardado no fundo do armário e o mudássemos de lugar ou o deixássemos no meio do caminho estorvando a passagem. O ideal é que tal objeto pudesse ter um outro destino, ou seja, o lixo. Da mesma forma, precisamos deitar fora aquela mágoa, ou aquele ressentimento ou tantos outros sentimentos que estão estorvando e ocupando o lugar em nosso coração, nos impedindo de ter um relacionamento familiar saudável, prazeroso, e que serve apenas para causar mais problemas. Para isso, precisamos exercitar o perdão, a conversa franca, instrumentos indispensáveis para a tal “faxina” proposta.
Que Deus nos abençoe, nos auxiliando a desenvolver um relacionamento saudável em todos os âmbitos e principalmente no familiar.