O
apóstolo Paulo dirigindo-se aos servos (escravos) exorta-os a obedecer a seus
senhores, na sinceridade no coração, ou seja, com coração íntegro, sem
interesses egoístas, mas, no interesse da causa e em obediência a Cristo. Veja:
“não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo,
fazendo, de coração, a vontade de Deus” (Efésios 6.5-6).
A
expressão “vontade de Deus”, não se refere a vontade secreta de Deus, ou seja,
aquela que não conhecemos, e sim, se refere à vontade revelada de Deus nas
Escrituras, ou seja, refere-se aos preceitos de Deus para a vida cristã. No
contexto de nossa passagem, se refere a relação de servos para com seus
senhores. A vontade de Deus para os servos era servir a seus senhores como
cristãos comprometidos com Cristo Jesus.
“Fazer
de coração”, significa, fazer com sinceridade, com integridade e sem interesses
próprios ou egoístas. Aliás no texto citado, por duas vezes, Paulo recomenda
essa atitude aos servos. “Fazer de coração”, opõe-se àquela atitude de “fazer
por fazer”, ou, “fazer para cumprir apenas uma ordem”, ou “fazer apenas para
manter a aparência”, o que revela a falta de sinceridade no coração.
É
claro que o princípio recomendado por Paulo aos servos, não se aplica somente à
relação entre servo e senhor, ou contextualizando, a relação entre empregado e
patrão. Este princípio deve ser aplicado de forma ampla e não só de forma específica,
como é expresso na passagem de Efésios 6.5-6. Ele se aplica a cada esfera de
nossa vida cristã. Todo cristão deve fazer de coração a vontade de Deus, ou
seja, com sinceridade deve obedecer a Deus e cumprir os seus preceitos em cada
seguimento de sua vida. Seja no contexto familiar, ou, no contexto
eclesiástico, ou, em qualquer outro contexto ou ambiente. Como cristãos não
podemos ser hipócritas, ou seja, não podemos demonstrar algo externamente apenas,
sem o ser de coração, como se estivéssemos interpretando um papel.
Seja
você um servo de Cristo, que realiza a vontade de Deus em tudo e de coração, ou
seja, não para manter a aparência de que o obedece, mas, sinceramente, de
coração íntegro, com interesses legítimos e santos.