quarta-feira, 31 de outubro de 2012

As Causas da Reforma Protestante do Século XVI

No dia 31 de outubro comemoramos o dia da Reforma Protestante. Foi nessa data em 1517, na Alemanha, em Wittenberg, que Martinho Lutero, monge católico, afixou na capela de tal cidade as noventa e cinco teses em que condenava doutrinas ensinadas pela Igreja Católica. No entanto, vale destacar que a Reforma ocorreu num contexto em que certas mudanças aconteciam e alguns fatores foram determinantes. Podemos destacar os seguintes:

1. Espírito Nacionalista – A Igreja Católica através do Papa exercia domínio sobre as nações. Sabemos que no período anterior a Reforma, o papado se intrometia nas questões de estado. A Reforma, em um dos seus aspectos foi uma revolta de algumas das grandes nações do oeste da Europa contra o domínio da Igreja exercido sobre essas nações por um estrangeiro - o papa. O espírito nacionalista desenvolveu-se durante os séculos 13 a 16, quando aconteceu a Reforma. A separação entre Igreja e Estado foi uma das conquistas da Reforma Protestante.
2. A Decadência Espiritual da Igreja – Quem assistiu o filme “Lutero” pôde perceber que na época da Reforma, o clero católico estava corrompido. A imoralidade havia tomado conta dos sacerdotes católicos. Egoísmo e acumulo de riquezas caracterizava a vida de muitos sacerdotes. O Evangelho não era pregado. A supertição e o misticismo haviam tomado conta da Igreja. O povo havia sido abandonado a sua própria sorte. Tal situação serviu de motivação para que se buscasse uma renovação da Igreja, e a Reforma foi a saída para isso.
3. A queda do poder papal – As disputas políticas dentro da própria Igreja, bem como, as disputas de poder travadas entre o papado e os reis, contribuíram para enfraquecer o poder papal. Com tal poder enfraquecido, a Reforma não pôde ser detida. Sem o apoio que o papa tinha de diversas nações, a Reforma se fortaleceu e se expandiu por várias nações da Europa.
4. Inquietude Social – Principalmente na Alemanha, as classes pobres de camponeses se revoltavam contra a opressão e exploração dos nobres que eram donos da terra. Os sacerdotes também se beneficiavam de tal situação e eram consequentemente indiferentes a situação do povo.
5. A Renascença – Os séculos 14, 15, e 16 foram uma Renascença, ou seja, aquele despertar da natureza humana que se processou tão extensa e profundamente que foi necessária uma nova palavra para descrevê-la: Renascimento. Todas as faculdades da natureza humana foram maravilhosamente despertadas e todas as atividades humanas apresentaram extraordinário progresso. Podemos destacar algumas conquistas desse período: 1) Grandes descobertas geográficas surgiram no oriente e no ocidente, de sorte que a forma e tamanho exatos da terra foram determinados; 2) Descoberta do sistema solar de Copérnico; 3) Invenções mecânicas, dentre elas a da imprensa em 1450; 4) Expansão do Comércio e da Indústria; 5) A Europa entrou em contato com a cultura e a civilização da Grécia e de Roma. Novo conhecimento da língua grega. A disseminação da língua grega fez com que os homens lessem o Novo Testamento no original. Ex: Erasmo e João Colet.
Esses foram fatores determinantes, que contribuíram para que a Reforma Protestante acontecesse. Percebemos como o Senhor Jesus Cristo age soberanamente na história, cumprindo a sua promessa de que “as portas do inferno não prevalecerão contra” a sua Igreja (Mt 16.18). Assim como se deu em outras ocasiões da história, o nosso Senhor não permitiu que a corrupção humana e nem as investidas do inimigo aniquilassem a sua Igreja.
Que a graça de Deus assista sempre a sua Igreja, preservando-a da corrupção e do engano.