terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

A missão dos setenta: um paralelo com a missão da igreja - Lucas 10.1-20

Depois do encontro que Jesus teve com três supostos seguidores, ele designou setenta de seus discípulos para que fossem adiante dele, nas cidades que ele estava para visitar. Lucas é o único dos evangelistas que registra sobre essa missão, mas percebemos uma semelhança entre as instruções dadas aos setenta, com as instruções dadas anteriormente aos doze (9.1-6; Mt 10.5-15; Mc 6.7-13). Uma aplicação possível desta passagem é traçar um paralelo entre a missão dos setenta com a missão que Cristo deu a sua Igreja em todos os tempos.
O número de setenta discípulos pode ser simbólico. Em Gênesis 10 há uma lista de setenta nações originadas dos filhos de Noé. Portanto, setenta pode representar o mundo todo, composto de diversas nações. Jesus enviou setenta discípulos para que fossem a todas as cidades, para onde ele iria depois.
Jesus diz que “a seara” é grande, mas os trabalhadores são poucos, razão pela qual, seus discípulos deveriam rogar ao Senhor da seara para que mandasse mais trabalhadores. Portanto, essa missão seria difícil e trabalhosa, mas deveria ser realizada na dependência de Deus. Para demonstrar mais ainda a dificuldade, Jesus diz que eles estavam sendo enviados como cordeiros para o meio de lobos. Portanto, o ambiente em que a missão seria realizada, era hostil e perigoso.
Os discípulos deveriam ir de cidade em cidade e de casa em casa. Ao serem bem recebidos, deveriam permanecer e anunciar a mensagem do Reino: “A vós outros está próximo o reino de Deus” (v.9).
A missão de anunciar a Cristo de casa em casa, de cidade em cidade e em todo o mundo, permanece como uma missão para a Igreja em todos os tempos. Trata-se de uma tarefa difícil, que conta com escassos trabalhadores e que deve ser realizada sempre com oração (At. 1.8; Mt 28.18-20). Hoje, assim como foi dito por jesus a seus discípulos, nem sempre a mensagem será bem recebida pelos ouvintes. Alguns irão aceitar e outros rejeitar a mensagem do Evangelho da Salvação em Cristo.

A Igreja de Cristo hoje vive em tempos diferentes, no que diz respeito aos recursos tecnológicos. No entanto, deve cuidar para não ser dominada por tais avanços a ponto de comprometer a sua missão. A Igreja corre o risco de ficar dependente dos recursos, deixando de enfatizar sobre o dever que cada crente tem de testemunhar de Cristo, em todos os lugares e em todo tempo. Deve sim fazer uso dos recursos que lhe estão disponíveis, mas, não esquecer que para realizar sua missão, precisa apenas estar comprometida com ela e simplesmente anunciar.